
Um dia basta para o Vale dos Templos, desde que se tenha um plano. O parque se estende por cerca de 1.300 hectares e o percurso principal, de uma entrada à outra, passa de dois quilômetros de trilha de terra em declive. Este é um roteiro testado que começa em Porta Quinta e termina em Sant'Anna, aproveitando a descida e a melhor luz.
O plano em resumo
- • 09:00 — Entrada por Porta Quinta, zona leste
- • 09:15 — Templo de Juno, no alto da colina
- • 10:00 — Via Sacra e as muralhas com os túmulos paleocristãos
- • 10:30 — Templo da Concórdia
- • 11:30 — Templo de Héracles
- • 12:30 — Almoço na área de descanso ou no Jardim da Kolymbethra
- • 14:00 — Templo de Zeus Olímpico e os Telamones
- • 15:00 — Templo dos Dioscuros e santuário das divindades ctônicas
- • 16:00 — Saída por Sant'Anna, ou Museu Arqueológico
Manhã: dos templos orientais à Concórdia
Entre por Porta Quinta assim que abrir e suba direto ao Templo de Juno: é o ponto mais alto do percurso e, às nove, a luz rasante do leste deixa as colunas cor de bronze. Dali a Via Sacra desce para oeste margeando as antigas muralhas, escavadas com nichos funerários paleocristãos. Vinte minutos de caminhada levam você ao Templo da Concórdia, o mais bem conservado do mundo grego: reserve pelo menos meia hora e dê a volta completa nele.
O almoço: onde e como
Não saia do parque para comer. Há uma área de descanso com bar e serviços ao longo do percurso, e o Jardim da Kolymbethra — ingresso à parte, administrado pelo FAI — oferece sombra de verdade sob as árvores cítricas, o único lugar do Vale onde realmente se fica no fresco. Como alternativa, leve um sanduíche e sente-se à sombra das oliveiras centenárias perto do Templo de Héracles.
Tarde: o setor ocidental
A segunda metade do percurso é mais arqueológica e menos cenográfica, mas conta as histórias mais desmedidas. O Templo de Zeus Olímpico foi o maior já projetado pelos gregos e nunca foi concluído: hoje é um campo de blocos colossais, onde se reconhece a cópia de um telamão deitado no chão, com quase oito metros. Um pouco adiante, as quatro colunas do Templo dos Dioscuros são a imagem-símbolo do Vale, ainda que sua forma atual seja uma recomposição do século XIX.
Se sobrar tempo
Com uma hora a mais, o bairro helenístico-romano mostra como se vivia de fato em Agrigentum, entre pátios, cisternas e pisos de mosaico. Se prefere objetos, o Museu Arqueológico Pietro Griffo, incluído no ingresso combinado, guarda o célebre telamão recomposto e o vaso de Dioniso. Em ambos os casos, conte com uma hora cheia.
Dicas práticas para não errar
- • Estacione em Sant'Anna e pegue o ônibus de ligação até Porta Quinta: assim você caminha sempre em descida
- • Dois quilômetros de terra em declive: calçado fechado, nada de sandálias
- • A última entrada é uma hora antes do fechamento, não no horário de fechamento
- • O Jardim da Kolymbethra fecha antes do parque: confira o horário se quiser visitá-lo

